O QuintoAndar anunciou nesta quinta-feira (25/02) mais um reforço para o seu time: com ampla expertise nas áreas jurídicas e diversidade, Ana Pellegrini assume o posto de Vice-Presidente de Legal. A executiva chega para comandar as áreas jurídica, compliance e privacidade. E também será responsável por criar um time de relações governamentais e vai assumir a liderança das ações de Diversidade e Inclusão da companhia.

Quem é Ana Pellegrini?

Com mais de 20 anos de experiência em empresas com atuação global, Ana Pellegrini passou os últimos cinco anos atuando como diretora jurídica e líder de diversidade e inclusão para América Latina na Uber.

Antes disso, foi head de assuntos regulatórios no Stocche Forbes Advogados e senior associate no Ulhôa Canto, Rezende e Guerra Advogados.

“O modelo do QuintoAndar é juridicamente disruptivo. As regulamentações do setor imobiliário quando foram editadas não previam que a tecnologia pudesse ser utilizada para intermediar e facilitar as relações de moradia”, conta Ana Pellegrini. “Quero trabalhar para superar esses desafios jurídicos e permitir que tais regulamentações não sejam um entrave ou um impeditivo para todas as melhorias que o QuintoAndar pode trazer para o mercado imobiliário e para a sociedade”.

Atenção especial à diversidade

Em diversidade, Ana chega para contribuir com a organização e consolidação dos grupos internos de diversidade, com a busca da inclusão, considerando a interseccionalidade entre os grupos minorizados. Além disso, ela pretende auxiliar para que o time continue crescendo com diversidade e inclusão e garantir que a empresa seja mais diversa não só para os seus colaboradores, mas também para os clientes e usuários da nossa plataforma.

+ Leia também:
QuintoAndar anuncia novo executivo para comandar o marketing da empresa
Denis Caldeira é o novo VP de vendas e clientes do QuintoAndar

A vinda de Ana reforça o time do QuintoAndar, que atrai talentos de nível global com a expertise para contribuir com a estratégia da empresa e o ritmo acelerado de desenvolvimento e lançamento de produtos e serviços inovadores que beneficiem clientes e o mercado imobiliário como um todo.

O MeuLugar bateu um papo exclusivo com Ana Pellegrini. Veja abaixo:

Por que se juntar ao QuintoAndar?

Ana Pellegrini: Ao longo da minha carreira, minhas decisões sempre foram guiadas por paixão e desafios. Eu sempre fui apaixonada por tecnologia, e pelos impactos positivos que a tecnologia traz para a vida das pessoas. Por meio da tecnologia, o QuintoAndar reinventou o mercado imobiliário brasileiro, permitindo que as pessoas aluguem, comprem e vendam imóveis de maneira muito mais simples, transparente e menos burocrática.

Do lado do direito, a tecnologia modifica as relações entre pessoas e entre pessoas e coisas, e dá origem a problemas jurídicos complexos. As inovações disruptivas exigem mais do que mudanças incrementais, mas também transformações substanciais na forma de regular tais relações. No mercado imobiliário não é diferente. O modelo do QuintoAndar é juridicamente disruptivo. As regulamentações do setor imobiliário quando foram editadas não previam que a tecnologia pudesse ser utilizada para intermediar e facilitar as relações entre proprietários e inquilinos, compradores e vendedores, síndicos e administradores, e assim por diante. Quero trabalhar para superar esses desafios jurídicos e permitir que tais regulamentações não sejam um entrave ou um impeditivo para todas as melhorias que o QuintoAndar pode trazer para o mercado imobiliário e para a sociedade.

Qual vai ser seu maior desafio?

Ana Pellegrini: Acho que o maior desafio será a questão regulatória. A legislação e regulamentação em vigor não contemplam a tecnologia como intermediadora das transações efetivadas pelo QuintoAndar. E, quando eu falo em regulamentação, não me refiro apenas a uma regulamentação específica setorial: a legislação tributária não considera a tecnologia em transações imobiliárias, a regulamentação de corretores não prevê que parte das atividades desses profissionais podem ser desempenhadas virtualmente, a regulamentação de registros públicos prevê formalidades que há muito tempo poderiam ter sido superadas pela tecnologia, e assim por diante. Temos, assim, de um lado, a necessidade de promover mudanças legislativas e regulatórias para garantir efetividade e ainda mais celeridade às transações que acontecem no QuintoAndar e, de outro lado, para que isso aconteça, a necessidade de compreensão por parte das autoridades regulatórias, governamentais e judiciárias do nosso modelo de negócio.

Acredito que minha experiência de ter liderado a disrupção legislativa e regulatória em uma plataforma de mobilidade ao longo dos últimos 6 anos poderá contribuir muito para superar os desafios que temos aqui no QuintoAndar.

O que podemos esperar da área de legal do QuintoAndar em 2021?

Ana Pellegrini: Vamos crescer enquanto time e vamos nos reorganizar, de forma a atender melhor nossos clientes internos. Atualmente temos na equipe as áreas jurídica, de compliance e de privacidade, e vamos criar uma nova área, de relações governamentais/políticas públicas. Outro ponto de atenção é diversidade: muito embora já tenhamos um time diverso e com representatividade por parte de alguns grupos minorizados, quero que nosso time continue crescendo com diversidade e com muita inclusão.

Por fim, particularmente em empresas de tecnologia como o Quintoandar, onde se valoriza tanto a inovação, quanto a velocidade, é importante que os advogados não se vejam apenas como intérpretes da lei, como advogados em sentido estrito. Um dos meus principais objetivos vai ser aprimorar ainda mais a capacidade dos membros do nosso time a serem efetivos parceiros de negócio.

Diversidade é um assunto importante para você. Como você vê as iniciativas do QuintoAndar nesse campo e como você pretende contribuir?

Ana Pellegrini: Para mim, foi uma grata surpresa constatar como o QuintoAndar é diverso, e já tem genuinamente constituída uma cultura inclusiva. A empresa já tem iniciativas muito bacanas de diversidade e inclusão, como vagas destinadas a pessoas de grupos minorizados, o Projeto Código Preto, que é um programa de formação em tecnologia exclusivo para pessoas negras, e muitas ações informativas e educativas para todos os empregados.

Acredito que minha experiência liderando grupos de diversidade na América Latina nos últimos 5 anos pode ajudar a dar ainda mais consistência para a área de D&I do QuintoAndar. Espero poder contribuir com a organização e consolidação dos grupos internos de diversidade, com a busca da inclusão considerando a interseccionalidade entre os grupos minorizados, e trabalhar para que o QuintoAndar seja uma empresa cada dia mais diversa e inclusiva não só para nossos empregados, mas também para todos nossos clientes e usuários.

Por fim, estou ciente da enorme responsabilidade que tenho com a comunidade LGBTQIA+, e tenho consciência de que o fato de eu ser uma lésbica “visível” no ambiente de trabalho me permite contribuir para promover algumas mudanças no mundo corporativo. A visibilidade tem um papel fundamental na mudança de atitudes discriminatórias.

Por outro lado, se não há representatividade, se não há lésbicas, gays, bissexuais ou pessoas trans no trabalho, e em cargos de liderança, como outras pessoas LGBTQIA + podem ter certeza de que poderão progredir nas respectivas carreiras? Modelos visíveis demonstram credibilidade social e organizacional em torno da diversidade. Hoje em dia, sou a líder visível que não tive no começo da minha carreira. No trabalho, busco falar incessantemente sobre os motivos pelos quais diversidade e a inclusão são importantes. E no QuintoAndar não será diferente. Eu quero que todas as pessoas LGBTQIA+ saibam que podem perseguir e atingir seus objetivos profissionais sendo elas mesmas.