A compra de um imóvel, quando não é feita à vista, tem seu valor dividido entre a entrada e as parcelas do financiamento, que podem ser pagas em até 35 anos. Mas você tem ideia de  quanto precisa juntar pra comprar uma casa ou um apartamento? Obviamente, isso vai depender, primeiramente, do valor do imóvel que você quer. Mas a gente vai te dar aqui uma boa noção de quanto você vai precisar gastar e como juntar dinheiro para comprar um imóvel.

“O valor da entrada mínimo pedido pelas instituições financeiras que concedem crédito imobiliário costuma ser cerca de 20% do valor do imóvel. Mas pode chegar a 10% em alguns bancos, ou até mesmo a zero em algumas faixas do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. Essa entrada pode, inclusive, ser composta pelo FGTS do comprador. E o valor em geral precisa ser pago no momento da compra. Portanto, a pessoa que está fazendo a compra precisa já ter a quantia à disposição”, afirmou Vicente Batista, Gerente de Produto da área de Compra e Venda do QuintoAndar.

Financiamento

No caso do financiamento, estamos falando de um valor que vai ser pago ao longo de muitos anos, podendo se estender por até 35 anos. Mas as instituições financeiras, ao fazer a análise de crédito, costumam limitar o valor do financiamento em até 30% da renda bruta do comprador. 

“Por isso, é importante planejar bem o valor do imóvel e o quanto você vai ter que economizar de entrada. Quanto menor a entrada, maior a parcela. E vice-versa”, diz Vicente.

Nos últimos seis anos, o mercado imobiliário tem visto uma queda considerável no patamar dos juros de financiamento imobiliário, que passaram da casa dos 11% em 2014 para cerca de 7% em 2020. O que torna o momento favorável à compra de imóveis.

Renda familiar

A compra de um imóvel não precisa ser uma missão solitária. Você sabia, por exemplo, que é possível envolver familiares na composição da renda pra um financiamento? 

A maioria dos bancos aceita a participação de parentes na composição de renda familiar pra que o financiamento imobiliário seja liberado. O número de participantes pode variar de instituição pra instituição.

Digamos que você mora de aluguel e divide a casa com um irmão e uma irmã. Todos trabalham e, juntos, têm uma renda mensal bruta de R$ 11 mil, que é a soma dos salários dos três. Vocês podem, juntos, dar entrada em um financiamento pra comprar um imóvel. 

Portanto, se você ainda não sabe como juntar dinheiro para comprar um imóvel, essa é uma possibilidade. Mas existe um outro lado dessa moeda. Ao mesmo tempo em que você consegue apresentar uma renda maior pro banco, todos os envolvidos na composição da renda familiar serão considerados proprietários do imóvel. Além disso, todos terão que passar, igualmente, pela minuciosa análise de crédito feita por essas instituições. 

Podem compor uma renda familiar:

  • Pais;
  • Filhos;
  • Irmãos e irmãs;
  • Sogros;
  • Tios;
  • Primos;
  • Cônjuges e/ou namorados;
  • Enteados;
  • Madrasta e padrasto.

Minha Casa, Minha Vida

Um pouco diferente da renda familiar, o “Minha Casa, Minha Vida”, trabalha com a chamada renda mínima. O programa de subsídios do Governo Federal é dividido em quatro faixas. E podem participar pessoas com renda familiar bruta de até R$ 9 mil e que não tenham outro imóvel em nome. Veja como são divididas as faixas de acordo com a renda familiar bruta:

Faixa 1: até R$ 1.800

• Governo paga 90% do valor da propriedade;

• Os 10% restantes podem ser pagos em até 10 anos (120 prestações sem juros), com valores entre R$ 80 a R$ 270;

• O valor máximo do imóvel deve ser de R$ 96 mil.

Faixa 1,5: até R$ 2.600

• Financiamento pela Caixa com taxas de juros de apenas 5% ao ano e até 30 anos para pagar;

• Subsídios de até R$ 47,5 mil pra famílias com renda bruto de até R$ 1.200;

• Redução progressiva do subsídio pra famílias com receita entre R$ 1.200 e R$ 2.600;

• O valor máximo do imóvel deve ser de R$ 144 mil.

Faixa 2: até R$ 4.000

• Subsídio pra famílias com ganho bruto de até R$ 1.800 no valores de R$ 29 mil (SP, RJ e DF); R$ 26.365 (Região Sul, ES e MG) e R$ 23,2 mil (Regiões Centro-Oeste – exceto DF – Norte e Nordeste)

• Famílias com receita bruta entre R$ 1.800 e R$ 4.000 têm o subsídio reduzido de forma progressiva;

• Financiamento do restante do imóvel com taxas entre 6% e 7% ao ano;

• O valor máximo do imóvel deve ser de R$ 240 mil.

Faixa 3: até R$ 9.000

• Sem subsídio;

• Juros menores se comparados ao que os bancos cobram normalmente;.

• O valor máximo do imóvel deve ser de R$ 300 mil

Gastos extras

Se você ainda está na fase de pesquisa sobre como juntar dinheiro para comprar um imóvel, um fator importante que deve ser levado em consideração é o valor excedente que você irá gastar, além do preço da casa ou do apartamento em si. 

Ao adquirir um imóvel, seja à vista ou financiado, além do que você paga pelo bem, há alguns gastos extras como impostos e taxas de cartório. Um excedente que pode girar, em média, em torno de 4% a 8% do valor do imóvel.

A boa notícia é que no QuintoAndar você consegue saber todas as estimativas dos custos da compra do seu novo lar, sem informações escondidas, com os gastos extras já discriminadas nos anúncios dos imóveis na plataforma. 

Realizar o sonho da casa própria demanda muita disciplina financeira. Mas, com planejamento, organização e até mesmo com apoio de familiares, você tem tudo pra chegar lá!