Poucas coisas representam tanto o significado da palavra “compromisso” do que comprar imóvel. É, provavelmente, a transação mais importantes da vida de uma pessoa, ou pelo menos uma das mais. O sonho da casa própria reúne não apenas altos valores e um grande envolvimento emocional. Mas especialmente quando se trata de um bem usado, esse tipo de negociação também pode apresentar algumas armadilhas. E pra você não se surpreender de forma negativa, o MeuLugar fez uma lista com os 5 principais riscos na compra de um imóvel usado e cuidados que você deve ter.

1. Não conseguir pagar as prestações do financiamento

Muito da decisão pela compra de um imóvel gira em torno da quantidade de capital que você tem pra fechar o negócio. Por isso, é importante que você faça um bom planejamento financeiro.

Casa não tenha a possibilidade de comprar o imóvel à vista, será preciso fazer um financiamento. E é aqui que mora o risco. E a importância de um bom planejamento, pois você precisa garantir que terá como arcar com as parcelas.

De acordo com especialistas em finanças, o ideal é que você tenha, pelo menos, 30% do valor total do imóvel pra dar de entrada. E que você busque por linhas de financiamento que comprometam, no máximo, 30% da sua renda mensal.

2. Defeitos no imóvel usado

Mesmo que você tenha encontrado aquela casa ou apartamento dos sonhos, justamente no bairro que queria e com todos os serviços que você precisa nas redondezas, um detalhe é importante e pode ser um risco: as condições de um imóvel usado da porta pra dentro. 

Por isso, faça uma avaliação cuidadosa da estrutura do imóvel. É fundamental que você tenha certeza de que tudo está nas melhores condições possíveis, pra que não tenha que arcar com reformas ou, o que é pior, alguma necessidade de uma obra maior, mais estrutural.

Verifique as instalações elétricas e hidráulicas. E tenha uma atenção especial a possíveis rachaduras e a marcas de vazamentos ou infiltrações nas paredes, no teto e no piso. Busque por sinais de infestação de cupins em portas, armários embutidos ou em pisos de madeira. É importante ficar de olho, inclusive, em pequenos detalhes, como uma maçaneta quebrada ou uma rachadura no vidro de uma janela. Pois, somados, eles podem representar um custo a mais após a compra.

3. Dívidas e pendências jurídicas do vendedor

O responsável pela venda do imóvel, ou seja, o proprietário do imóvel, não ter qualquer tipo de impedimento, seja ele jurídico ou financeiro. Portanto, é importante que seja feita toda uma verificação de sua idoneidade financeira. 

Além disso, é preciso que seja feita uma checagem em possíveis processos que possam, mais à frente, resultar em penhoras ou execuções. 

E aqui vamos dar um exemplo hipotético: você está de olho num imóvel localizado em São Paulo, que pertence a um morador da cidade. No entanto, por mais que toda verificação seja feita a nível municipal, o que você não sabe é que esse proprietário constituiu, anos atrás, uma empresa no Rio Grande do Sul, faliu e foi processado por seus ex-funcionários. O que isso significa? Que você poderá ter problemas, mesmo após a compra, com possíveis execuções de ações trabalhistas.

4. Dívidas e pendências jurídicas do imóvel usado

Assim como a pessoa física do vendedor, um imóvel, pra ser vendido, deve estar livre de qualquer tipo de ônus. Portanto, além de ter a escritura devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis, ele não pode ter hipotecas, alienação fiduciária ou estar envolvido em penhoras.

Além disso, é fundamental que o imóvel tenha a certidão negativa de débitos municipais e esteja em dia com o IPTU. As taxas condominiais – em casos de apartamentos ou casas de condomínio – devem estar todas quitadas. E não pode haver débitos nas suas contas de consumo (água, luz ou gás).

5. Inventário e herdeiros

Imóveis envolvidos em herança são sempre complicados, pois envolvem as vontades dos herdeiros. Na verdade, a venda de um imóvel em inventário não é proibida. A legislação permite esse tipo de negociação, desde que todos os herdeiros estejam de acordo e tenham a autorização de um juiz, mediante a uma justificativa pro motivo da venda.

Mas, aqui, vamos colocar uma outra situação hipotética: imagine que você feche a compra de um imóvel em inventário e, alguns meses depois, aparece um filho desconhecido do antigo proprietário falecido. Esse herdeiro de última hora, certamente, se tornará um entrave e um risco na negociação.