O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (11/05), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril de 2021, que desacelerou e fechou o mês com alta de 0,31%, ficando 0,62 ponto percentual abaixo da taxa de março (0,93%). Com isso, o acumulado do ano fica em 2,37%, enquanto o IPCA acumulado dos últimos 12 meses – que será o índice usado no reajuste de aluguel de contratos vencidos em maio – sobe para 6,76%.

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IPCA 2021: abril

De acordo com o IBGE, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta de preços em abril. O maior impacto (0,16 p.p.) e a maior variação (1,19%) vieram de Saúde e cuidados pessoais.

“No dia 1º de abril, foi concedido o reajuste de até 10,08% no preço dos medicamentos, dependendo da classe terapêutica. Normalmente esse reajuste é dado no mês de abril, então já era esperado”, afirmou o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Veja a variação de cada grupo no IPCA em abril de 2021:

  • Saúde e cuidados pessoais: 1,19%
  • Artigos de residência: 0,57%
  • Vestuário: 0,47%
  • Alimentação e bebidas: 0,40%
  • Habitação: 0,22%
  • Comunicação: 0,08%
  • Educação: 0,04%
  • Despesas pessoais: 0,01%
  • Transportes: – 0,08%

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 30 de março e 29 de abril de 2021 (referência) com os preços vigentes entre 2 e 29 de março de 2021 (base).

IPCA 2021: acumulado em 12 meses

IPCA 2021
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a nova base usada pelo QuintoAndar pro reajuste anual dos contratos de aluguel. O cálculo considera a variação acumulada nos últimos 12 meses.
MAI
1.88%
JUN
2.13%
JUL
2.31%
AGO
2.44%
SET
3.14%
OUT
3.92%
NOV
4.31%
DEZ
4.52%
JAN
4.56%
FEV
5.20%
MAR
6.10%
ABR
6.76%

O que é o IPCA?

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é calculado mensalmente pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1980. O indicador é considerado a inflação oficial do país. 

O IPCA se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

Como é calculado o IPCA?

O IPCA mede a variação dos preços de um conjunto de produtos e serviços vendidos no varejo e consumidos pelas famílias brasileiras com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte de renda. E abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

São coletados aproximadamente 430 mil preços de 30 mil locais, que vão de estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços a concessionária de serviços públicos (como energia elétrica e água) e internet. E essa coleta acontece, em geral, entre os dias 1º e 30 do mês de referência.

Em virtude da pandemia de COVID-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail.

IPCA no QuintoAndar

Líder em alugueis residenciais no Brasil, o QuintoAndar anunciou no final de novembro de 2020, em uma ação pioneira para o setor imobiliário, que os novos contratos de aluguel fechados pela sua plataforma com propostas enviadas a partir do dia 26/11/2020 passariam a ser reajustados pelo IPCA. Com a iniciativa, a imobiliária digital deixou de usar o IGP-M como padrão, apesar de manter o índice como opção de reajuste para os proprietários que alugam imóveis pela plataforma.

Os contratos que estão sendo firmados desde o final de novembro de 2020 só serão reajustados após um ano, quando fizerem aniversário. Mas, os inquilinos com contratos antigos podem procurar o QuintoAndar para negociar o reajuste com os proprietários, inclusive usando o IPCA como referência. 

Segundo um estudo recente do QuintoAndar, divulgado no final de novembro, a alteração do índice de referência no reajuste de aluguel do IGP-M para o IPCA, que é menos volátil, pode ser um movimento vantajoso para ambos os lados numa relação de locação de imóveis. Tanto para inquilinos quanto proprietários.

Desde a mudança, a imobiliária digital já vem atuando para facilitar a negociação de reajuste entre inquilinos e proprietários, além de entrar em contato com os donos de imóveis sugerindo a aplicação proativa de taxas menores na correção dos aluguéis. A decisão, porém, é inteiramente dos proprietários.

Como é feito o cálculo do reajuste de aluguel

Assim como acontece com o IGP-M, o reajuste de aluguel pelo IPCA é feito com base no acumulado dos últimos 12 meses. Em uma comparação entre os dois índices, um contrato de aluguel reajustado no início de maio de 2021 pelo IGP-M teria um aumento de 32,02%.

Pelo IPCA de abril, esse reajuste seria de 6,76%, que é o acumulado dos últimos 12 meses. Para fazer essa conta, basta você multiplicar o valor do aluguel por 1,0676. 

Por exemplo, um aluguel de R$ 1.500 reajustado pelo acumulado de 12 meses do IPCA de abril (6,76%) teria a seguinte conta: R$ 1.500 x 1,0676. Com isso, o novo valor da locação do imóvel ficaria em R$ 1.601,40.

Você pode fazer esse cálculo rapidamente em nossa calculadora pelo IPCA hoje:

IPCA: abril de 2021

Os contratos que fazem aniversário em maio de 2021 terão reajuste de 6,76%.

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O valor reajustado do seu aluguel é de:
O valor reajustado do seu aluguel é de:

Como base de comparação, pelo IGP-M acumulado dos últimos 12 meses, o reajuste de aluguel ficaria em R$ 1.966,50.

Vantagens do IPCA no reajuste de aluguel?

  • É o índice oficial de inflação do país, feito por uma instituição federal;
  • Não sofre variações por fatores como dólar e exportações por exemplo, como acontece com o IGP-M;
  • Reflete mais a realidade da condição financeira das população, uma vez que mede somente a variação de itens do dia a dia de uma família;
  • É um índice estável. Isso significa que o seu uso evita que os inquilinos precisem pedir descontos ou até mesmo cancelamentos de seus contratos de aluguel.
  • Não gera um “susto” no orçamento dos inquilinos por ter um histórico de reajuste estável de valores;
  • Traz maior segurança para os inquilinos se planejarem; 
  • Evita inadimplências para proprietários quando há um reajuste alto.

E-book: estudo sobre a alta do IGP-M

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