Se a compra da casa própria está nos seus planos de vida, certamente você já se fez a pergunta que dá título a essa matéria. E antes de você ler todas as informações fundamentais que trazemos aqui pra quem pretende financiar um imóvel, é bom que você já saiba logo de cara que não existe uma resposta exata. Pois a busca de um empréstimo envolve um número de variáveis que vão tornar esse valor praticamente individualizado. Portanto, se você quer saber qual é a renda mínima para financiar um imóvel, é preciso que entenda como funcionam os financiamentos imobiliários.

Antes de mais nada, pra se ter uma ideia de renda mínima para financiar um imóvel, o ponto inicial a ser considerado é o valor da casa ou do apartamento que você pretende comprar. É a partir dessa quantia que todas as simulações e cálculos serão feitos.

Valor mínimo da entrada

Em geral, as instituições financeiras que trabalham com crédito imobiliário costumam conceder o financiamento quando a pessoa já tem disponível, em média, de 20% a 30% do valor do imóvel pra dar de entrada. Alguns bancos podem exigir um pouco menos. Mas o valor, normalmente, vai girar em torno dessa porcentagem.

Ou seja, se você está de olho num imóvel de R$ 250 mil e o banco exige 30% de entrada pra liberar o financiamento, será preciso que você tenha em mãos, pelo menos, R$ 75 mil pra dar no ato da contratação do empréstimo. 

Em algumas poucas exceções, você pode conseguir financiar um imóvel sem entrada. Saiba aqui quais são

As prestações do financiamento

Seguindo o exemplo acima, a compra de um imóvel de R$ 250 mil com 30% de entrada deixaria outros R$ 175 mil a serem financiados. Esse valor, no entanto, será significantemente maior no final do pagamento do empréstimo, que pode durar por até 35 anos. Isso acontece porque as parcelas mensais são acrescidas dos juros do financiamento.

Como regra, as instituições financeiras exigem que o valor das prestações, com os juros embutidos, fiquem dentro do limite de 30% da renda comprovada pelo comprador. Seja ela individual ou composta com outros membros de sua família.

Por isso, é preciso que você tenha um bom planejamento financeiro antes de começar a pensar em obter um financiamento imobiliário. 

Definição da taxa de juros

O financiamento imobiliário não é um pacote fechado que os bancos oferece de forma igual aos clientes. E pra conseguir uma aprovação, o solicitante depende de alguns fatores.

Essas condições do empréstimo variam de pessoa pra pessoa, uma vez que as instituições financeiras estipulam a taxa de juros de forma individual, com base em fatores que vão da idade do solicitante – quanto mais velha a pessoa, maior a chance de os juros ficarem mais altos – até a avaliação de risco que fazem sobre a possibilidade de inadimplência de cada um.

FGTS como aliado

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pode ser o seu grande parceiro na hora de conseguir a aprovação de um financiamento. Seu saldo pode ser usado tanto pra compor o valor da entrada, quanto pra pagar prestações ou quitar o imóvel.

Para isso, no entanto, é preciso que o trabalhador tenha pelo menos 3 anos (36 meses) de contribuições, que não precisam ser, necessariamente, com o mesmo empregador.

Além disso, o trabalhador não pode ter outro imóvel na cidade onde mora ou trabalha, nem em municípios vizinhos e integrantes da mesma região metropolitana.

Gastos extras

No planejamento financeiro pra compra de um imóvel, é sempre importante que a pessoa leve em consideração uma série de custos adicionais com impostos e taxas de cartório. Um excedente que, geralmente, pode girar em torno de 4% a 8% do valor do imóvel.